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sexta-feira, 1 de junho de 2012

selinho do blog boniFrati

A sempre eterna poesia de Cecília Meireles


Reinvenção
A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas…
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo… — mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço…
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

selos


Achados na net









Bicos de crochet







Tempo vai, tempo vem...

Tanto tempo...e aqui estou de novo.
Vou postar  algumas coisas de crohet de uma revista que tenho.Espero que  vcs se inspirem!

Imagem


Entrada - velda.kmit@gmail.com - Gmail


Uma velha e sábia coruja
sentou-se no carvalho
quanto mais viu
... menos falou ...
quanto menos falou, mais ouviu
Porque não somos nós
como o sábio pássaro velho?"

domingo, 29 de janeiro de 2012

http://www.sonetos.com.br/biografia.php?a=28
Nesse link vc encontra uma biografia da poetisa portuguesa Florbela Espanca e alguns sonetos da mesma.

Soneto

A Ingaia Ciência

A madureza, essa terrível prenda
que alguém nos dá, raptando-nos, com ela,
todo sabor gratuito de oferenda
sob a glacialidade de uma estela,

a madureza vê, posto que a venda
interrompa a surpresa da janela,
o círculo vazio, onde se estenda,
e que o mundo converte noma cela.

A madureza sabe o preço exato
dos amores, dos ócios, dos quebrantos,
e nada pode contra sua ciência

e nem contra si mesma. O agudo olfato,
o agudo olhar, a mão, livre de encantos,
se destroem no sonho da existência.

Carlos Drummond de Andrade