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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cantiga (Cecília Meireles)

Ai! A manhã primorosa
do pensamento...Minha vida é uma pobre rosa
 ao vento
Passam arroios de cores
sobre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flores,
imagem!
Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe  para onde vamos agora.
Os jardins têm vida e morte,
noite e dia...
Quem conhecesse a sua sorte
morria.
E é nisto que se resume 
o sofrimento:
cai a flor- e deixa o perfume
no vento!

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